Lá,sí,vó aprender o ditongo,
Vestido com as meias do meu avô.
São tão antigas em minha memória
Iguais a velha senhora, que me cativas
Como neto.
São tão finas, quanto o cobertor
Que abraça as canelas dos irmãos
Que protejo.
São tão furadas, como aquele
Queijo que vejo todos os dias pela manhã
Na padaria do pão francês, que não nos
Visita há um mês.
Devo esquecer a pipa que
Me fez chorar inúmeras vezes,
Ao partir com o vento,
Como minha mãe que se foi
Com o tempo, e dela as
Palavras restou.
Precisas amar o livro, como
Amo vosso pai que um dia
Serás doutor.
Porém sou sonhador,
Prefiro escrever pro meu amor.
Música Samba e poema
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Escola da vida
Postado por Pan às 22:30 5 comentários
domingo, 31 de janeiro de 2010
A lista
A paz que sucumbiu com a inocência nua,
E acalentados pelos puros costumes do passado.
Para sobreviver o tempo tirano.
E assim vieram as perdas.
E muito menos compreendida.
Postado por Pan às 13:30 1 comentários
Futebol
Unânime em unir as classes,
Postado por Pan às 13:24 2 comentários
Dança dos lábios
Herói dos conflitos,
Postado por Pan às 13:20 0 comentários
Mundo Falido
Durante muito tempo,
Fui dominada pelo meu progenitor
As custas de um herói promiscuo (refrão).
Ao me olha (2 parte rapper)
Minha liberdade,
A procura de um lar,
Para mostrar
Postado por Pan às 13:00 0 comentários
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Três Mundos
O silêncio é eterno!
As palavras de amor nunca ás tive!
As canções não me fazem chorar!
O mar é sempre calmo!
Como as batidas do coração que amo.
Calado falo comigo mesmo.
As piadas que faço, só eu que aproveito!
Minhas namoradas querem ouvir poemas!
Respondo com um beijo.
Negro.
Como meu pai!
Assim diz minha mãe.
Frio como a noite.
Deserto como um cemitério!
Quem é essa luz ?
Que todo mundo fala?
És bela como jesus?
Cadê as pessoas?
Quem sou eu?
Perguntei ao espelho ele não me respondeu!
Postado por Pan às 19:05 5 comentários
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Mais um poeta na PUC
Padrasto, acalanta-me com teu paládio
Pois o pajear de minha mãe não é suficiente.
Careço de panacéia...já que as painas recusam
meu corpo ansioso por pão feito de seus
painços!
Quero aprender de vossas páginas...
O padrão da vida.
Concretizar um pacto, mesmo que custe
Parte da juventude que tenho.
Sua unção é de uma grandeza porém,
Todos hão de passar na sua urupema para adquirir
A real utilidade na urbe que nos aguarda.
Pretendo urgir sem causar espanto,
Embora espero meus parentes ufanos de meu feito!
Me sinto ultra!
Um entre tantos...
Feliz cercado por muros...
Que unificam através da cabedal,
Formando pensamentos cândidos.
Célebre calouro passeia neste chão
Com o coração cálido e medo do começo.
Amparado apenas pela singela cota não está de agora,
E sim a antiga produzida de couro
Duvidoso e simples trapos.
Postado por Pan às 15:37 0 comentários
domingo, 30 de agosto de 2009
Comentários
Aqui ponto nós chegamos, jovens de pouca idade.
Já fazendo parte do teatro da vida.
Representando no papel de mau caráter,
Deixando cicatrizes por onde passam.
Lacrimejando os olhos virgens de dor.
Travo uma luta com o meu ideal,
Brigo pra não ser igual.
Aos demais personagens, vou driblando o destino
Num reino nada encantado.
Na medida em que aprendo, sinto que estou perdendo algo.
A ferramenta que domino, torna-se mais pesada a cada dia.
Pois só me faz sofrer e sentir cansaço.
Argumentos, não há.
Só lamentos...
Tristeza da ausência daqueles que amo.
Armas dando o tom do hino.
Drogas ditando os passos da dança,
Cujo parceira, é a prostituição.
E desse casamento a filha que ninguém assume,
A fome.
Homens de bem,
Unam-se para que possamos fortalecer nossos braços gentis.
Dar novamente, a perdida flexibilidade de nossa mãe.
Assim entenderemos melhor os maus meninos.
Postado por Pan às 19:25 0 comentários
Caminhada
Senhor...
Quem matará a sede dos meus irmãos?
Senhor...
Quem matará a sede dos meus irmãos?
Minha mãe não chora mais, quem cuidará dos meus irmãos?
E assim, heróis de poucos recursos,
Enfrentam, a castigada planície avermelhada
Em busca de algo que ajude suas vidas secas.
Acompanhados por bichos moribundo,
Que vão estimulando a viagem
Passando dos seixos ruins da andança.
São poucas nuvens cobrindo suas cabeças pensantes,
Amenizando o calor do áspero mundo...
O ruído do estômago frio,
Distrai os infantes,
Embora por fora dos corpos constrangidos.
O sol é de matar...
Fazendo do barro, um tecido de ramagens,
De esperanças mortas.
Postado por Pan às 19:17 0 comentários
Dossel
Futuros homens de bem?
Sim ou não essa é a questão, passaram por diversas situações!
Como porcos trêmulos foram forçados,
A lutar entre si na constante busca do curto prazer.
Embriagados pelo descaso formal, olham desesperados
Para o amanhã desconhecido.
A garganta inflamada pela ausência de teto
Grita.
Porque?
Nossos ouvidos não aguentam mais...
As piadas dos indivíduos de cima de suas árvores de fruto fácil.
Daqui de baixo somos vulneráveis, no intuito de algo que
Nos separe da medonha realidade.
A faminta alcatéia, fica a espera
O confronto é inevitável
O desafio só faz camuflar, nossos males da rígida face coberta
De fome.
Órfãos da honra, carentes de caráter.
Sofrem com a solidão e pela qual permanecem
Só resta o lento suicídio.
Romper laços
Violar a paz
Da água semi limpa, que retiram dos chafariz
Lavam seus trapos, refrescam seus corpos magros.
Famintos, ignorantes, ausentes por justiça, vendem suas
Próprias crias.
O vazio é pleno, o medo é constante, o frio rasga
A negra pele, entristecendo ainda mais
A paisagem das praças falidas.
Postado por Pan às 18:54 0 comentários







