segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Escola da vida

Lá,, aprender o ditongo,
Vestido com as meias do meu avô.
São tão antigas em minha memória
Iguais a velha senhora, que me cativas
Como neto.
São tão finas, quanto o cobertor
Que abraça as canelas dos irmãos
Que protejo.
São tão furadas, como aquele
Queijo que vejo todos os dias pela manhã
Na padaria do pão francês, que não nos
Visita há um mês.
Devo esquecer a pipa que
Me fez chorar inúmeras vezes,
Ao partir com o vento,
Como minha mãe que se foi
Com o tempo, e dela as
Palavras restou.
Precisas amar o livro, como
Amo vosso pai que um dia
Serás doutor.
Porém sou sonhador,
Prefiro escrever pro meu amor.

Música Samba e poema

domingo, 31 de janeiro de 2010

A lista

Avermelhados guerreiros, abraçam
A paz que sucumbiu com a inocência nua,
Dos seus infantes cobertos de natureza
E acalentados pelos puros costumes do passado.
Olhos ligeramentes puxados,
Apelidados por amarelos tornam-se gênios
Para sobreviver o tempo tirano.
Suas crenças causaram ira dos que se julgam "perfeitos",
E assim vieram as perdas.
Ser de outro mundo,
Sombra nunca vista
E muito menos compreendida.
Por mais que tentem secar nossos corações
Irão fracassar, pois quando choramos a saudade,
As lágrimas banham nosso peito umedecendo novamente
O solo gentil, onde cultivamos a esquecida esperança.


Futebol

Unânime em unir as classes,

O pequeno mundo de couro gira num espaço de esperança
Nos contemplando com a fuda da realidade.
A multidão clama pela admirável técnica,
Ansiando a formosa elegância daqueles que lá estão.
O bom senso dos homens de preto.
Batendo no peito a passiva loucura para gritar o bom momento.
Nós te idolatramos, mesmo assim és injusto!
Pode tirar nossa paz,
Arrancar nossos corações.
Pois ainda verás o povo vibrar por ti!
Numa rotina que fascina, pela qual vestimos
A paixão que não se desfez em nosso peito.


Dança dos lábios

Herói dos conflitos,

Vício dos amantes.
Poema calado,
Sabor do amor
Beijo.
Não há alma pura que resista
O encontro dos lábios.
quando embora umedecidos pelos desejos do toque,
A contemplação suprema daqueles que nós admiramos
onde a música dos prazeres dá,
O tom sincero, e o ritmo dos corpos carentes de recordar o esperado orgasmos.


Mundo Falido

Durante muito tempo,
Fui dominada pelo meu progenitor

Não foi suficiente a herança que ele deixou.
Eu só queria amor
Os meus direitos foram reduzidos
Mal pude libertar meu corpo
Obrigada pela solidão, procurei abrigo.

Mun mundo falido vivendo
As custas de um herói promiscuo (refrão).

Não consegui me livra da dor
Hoje em dia, digo ao meu filho,
Não faça isso não busque a liberdade
Procurando abrigo.

Quero uma cama para deitar
Ninguém pode me ajudar.
Só sentia o egoísmo das pessoas
Ao me olha (2 parte rapper)
Casando do desproveito dos sujeitos
Sem bondade adquiri
Minha liberdade,
Aliviando a dor no peito,
Superando meus medos,
De continuar a caminhada
A procura de um lar,
Alguém para abraçar.
Nunca pensei que seria tão difícil
Mudar meu destino
Correr o risco de ficar sozinho,
Mas consegui superar,
Deus me ajudou,
Me dando forças
Para mostrar
Como devemos
Viver nesse lugar.

Música Rap.




quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Três Mundos

O silêncio é eterno!
As palavras de amor nunca ás tive!
As canções não me fazem chorar!
O mar é sempre calmo!
Como as batidas do coração que amo.

Calado falo comigo mesmo.
As piadas que faço, só eu que aproveito!
Minhas namoradas querem ouvir poemas!
Respondo com um beijo.

Negro.
Como meu pai!
Assim diz minha mãe.
Frio como a noite.
Deserto como um cemitério!
Quem é essa luz ?
Que todo mundo fala?
És bela como jesus?
Cadê as pessoas?
Quem sou eu?
Perguntei ao espelho ele não me respondeu!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mais um poeta na PUC

Padrasto, acalanta-me com teu paládio
Pois o pajear de minha mãe não é suficiente.
Careço de panacéia...já que as painas recusam
meu corpo ansioso por pão feito de seus
painços!
Quero aprender de vossas páginas...
O padrão da vida.
Concretizar um pacto, mesmo que custe
Parte da juventude que tenho.
Sua unção é de uma grandeza porém,
Todos hão de passar na sua urupema para adquirir
A real utilidade na urbe que nos aguarda.
Pretendo urgir sem causar espanto,
Embora espero meus parentes ufanos de meu feito!
Me sinto ultra!
Um entre tantos...
Feliz cercado por muros...
Que unificam através da cabedal,
Formando pensamentos cândidos.
Célebre calouro passeia neste chão
Com o coração cálido e medo do começo.
Amparado apenas pela singela cota não está de agora,
E sim a antiga produzida de couro
Duvidoso e simples trapos.

domingo, 30 de agosto de 2009

Comentários

Aqui ponto nós chegamos, jovens de pouca idade.
Já fazendo parte do teatro da vida.
Representando no papel de mau caráter,
Deixando cicatrizes por onde passam.
Lacrimejando os olhos virgens de dor.
Travo uma luta com o meu ideal,
Brigo pra não ser igual.
Aos demais personagens, vou driblando o destino
Num reino nada encantado.
Na medida em que aprendo, sinto que estou perdendo algo.
A ferramenta que domino, torna-se mais pesada a cada dia.
Pois só me faz sofrer e sentir cansaço.
Argumentos, não há.
Só lamentos...
Tristeza da ausência daqueles que amo.
Armas dando o tom do hino.
Drogas ditando os passos da dança,
Cujo parceira, é a prostituição.
E desse casamento a filha que ninguém assume,
A fome.
Homens de bem,
Unam-se para que possamos fortalecer nossos braços gentis.
Dar novamente, a perdida flexibilidade de nossa mãe.
Assim entenderemos melhor os maus meninos.

Caminhada

Senhor...
Quem matará a sede dos meus irmãos?
Senhor...
Quem matará a sede dos meus irmãos?
Minha mãe não chora mais, quem cuidará dos meus irmãos?

E assim, heróis de poucos recursos,
Enfrentam, a castigada planície avermelhada
Em busca de algo que ajude suas vidas secas.

Acompanhados por bichos moribundo,
Que vão estimulando a viagem
Passando dos seixos ruins da andança.
São poucas nuvens cobrindo suas cabeças pensantes,
Amenizando o calor do áspero mundo...

O ruído do estômago frio,
Distrai os infantes,
Embora por fora dos corpos constrangidos.

O sol é de matar...
Fazendo do barro, um tecido de ramagens,
De esperanças mortas.




Dossel

Futuros homens de bem?
Sim ou não essa é a questão, passaram por diversas situações!
Como porcos trêmulos foram forçados,
A lutar entre si na constante busca do curto prazer.

Embriagados pelo descaso formal, olham desesperados
Para o amanhã desconhecido.
A garganta inflamada pela ausência de teto
Grita.
Porque?
Nossos ouvidos não aguentam mais...
As piadas dos indivíduos de cima de suas árvores de fruto fácil.
Daqui de baixo somos vulneráveis, no intuito de algo que
Nos separe da medonha realidade.
A faminta alcatéia, fica a espera
O confronto é inevitável
O desafio só faz camuflar, nossos males da rígida face coberta
De fome.

Órfãos da honra, carentes de caráter.
Sofrem com a solidão e pela qual permanecem
Só resta o lento suicídio.
Romper laços
Violar a paz
Da água semi limpa, que retiram dos chafariz
Lavam seus trapos, refrescam seus corpos magros.
Famintos, ignorantes, ausentes por justiça, vendem suas
Próprias crias.

O vazio é pleno, o medo é constante, o frio rasga
A negra pele, entristecendo ainda mais
A paisagem das praças falidas.




 

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